dívida. Aqui, tome este pergaminho. Nele estão escritos os nomes dos vigias. Assim que você disser o nome aos dois, eles se tornarão seus servos, até você dispensá-los de sua função.
– Obrigado. – agradeceu Algred novamente, tomando o pergaminho enrolado e guardando-o dentro de seu casaco para depois completar – E adeus.
– Prefiro pensar que este não será um adeus, mas sim um até breve meu amigo. Lembre-se, nós só nos separamos agora, para que possamos nos reencontrar novamente um dia.
Algred deu um sorriso e concordou com a cabeça, enquanto segurava seu amigo pelos ombros. Os dois se abraçaram e Algred subiu na carroça, tomando o lugar do condutor ao lado de Dex.
– Esses quatro homens os conduzirão até os limites da Floresta Vermelha. A partir de lá, vocês estarão por sua própria conta e risco. Que os deuses os protejam em sua jornada. – despediu-se Ornalo.
– E a você também, velho amigo. Até breve! – disse Algred, balançando as rédeas dos cavalos, fazendo-os começarem sua marcha para fora da vila.
Ornalo ficou parado, vendo a carroça adentrar a escuridão. Pensava se o amigo e seu filho chegariam em segurança ao esconderijo. Imaginava quanto tempo eles teriam que passar escondidos por lá até que Drakomir esquecesse a sua existência, isso se um dia ele viesse a esquecer.
A última coisa que Ornalo pôde ver, antes que a carroça sumisse dentro da noite, foi Dex ficando em pé e olhando sorridente para ele, acenando com a mão.

